API
API é o conjunto de portas que um sistema abre para outro software consultar e gravar dados nele, sem passar pela tela. É o que permite dois sistemas conversarem por dentro, em vez de alguém copiar informação de um para o outro.
A comparação útil é com o balcão de atendimento. A interface do sistema é a fila onde a pessoa vai; a API é o balcão reservado para outros sistemas, com as mesmas operações disponíveis e sem a parte visual.
Por isso a existência de API decide o custo de quase todo projeto de integração. Com ela, a conexão é estável e continua funcionando quando a tela muda. Sem ela, resta operar o sistema por fora, com as fragilidades que o RPA carrega.
Vale distinguir ter API de ter API útil. Alguns fornecedores oferecem apenas leitura, ou cobram por chamada, ou limitam a quantidade por minuto a um número que não sustenta a operação. A pergunta completa não é "tem API", é "tem API que cobre a operação que eu preciso, no volume que eu preciso".
Quando se aplica
- O projeto envolve dois sistemas que precisam trocar dado com frequência.
- Existe redigitação hoje, e o erro de digitação custa dinheiro ou retrabalho.
- A empresa quer construir algo próprio sobre um sistema que já usa.
- O fornecedor documenta as operações disponíveis e os limites de uso.
Quando não se aplica
- O dado atravessa uma vez por mês. Exportar e importar um arquivo resolve por muito menos.
- O fornecedor oferece só leitura e a operação precisa gravar.
- O limite de chamadas por minuto não sustenta o volume real da operação.
Conexão entre sistemas com monitoramento e reprocessamento do que falhar.
A primeira pergunta de todo projeto de integração é essa.
O diagnóstico levanta quais dos seus sistemas oferecem API, o que cada uma cobre e onde o limite aperta.
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