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Glossário

RIPD (relatório de impacto à proteção de dados)

RIPD é o documento previsto na LGPD que descreve um tratamento de dado pessoal, os riscos que ele traz aos titulares e as medidas para reduzi-los. Pode ser exigido pela autoridade e faz sentido sobretudo em tratamento de alto risco.

O RIPD não é feito para a empresa inteira. Ele olha um tratamento específico: o prontuário do paciente, o monitoramento por câmera com reconhecimento, a análise de crédito automatizada. Descreve que dado é usado, para quê, com quem é compartilhado e o que pode dar errado para a pessoa.

A lei prevê que a autoridade nacional pode pedir o relatório. Na hora do pedido, não dá tempo de fazer bem, e documento escrito às pressas mostra isso. Quem trata dado sensível ou em grande volume se beneficia de ter o relatório pronto antes.

O mal-entendido é tratá-lo como formulário. Copiar um modelo e marcar caixas gera um documento que não identifica o risco real. O valor está na análise: avaliar se o tratamento é necessário, se há dado a mais sendo coletado e se as proteções são proporcionais.

Ele também envelhece. Sistema novo, fornecedor novo ou finalidade nova mudam o risco, e o relatório precisa acompanhar. Um RIPD de três anos atrás sobre um processo que mudou não protege ninguém.

Quando se aplica

  • A empresa trata dado sensível, como saúde ou biometria, em volume relevante.
  • Vai lançar sistema ou processo novo que usa dado pessoal de forma intensa ou automatizada.
  • Há decisão automatizada que afeta o titular, como aprovação de crédito ou triagem.
  • Cliente ou parceiro pediu evidência de avaliação de risco sobre um tratamento.

Quando não se aplica

  • Para todo tratamento corriqueiro de baixo risco. O inventário de dados basta nesses casos.
  • Como modelo preenchido sem análise. Documento genérico não resiste a uma pergunta da autoridade.
  • Como documento único e definitivo. Mudou o processo, o relatório precisa ser revisto.
Frente relacionada
LGPD e DPO como serviço na Composto Web

Identificação dos tratamentos de alto risco e elaboração do relatório com a área envolvida.

O relatório bom é o que já existia antes de alguém pedir.

O diagnóstico aponta quais tratamentos da empresa têm risco suficiente para exigir o relatório e o que falta documentar.

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