RTO e RPO
RTO é quanto tempo a operação aguenta ficar parada. RPO é quanto trabalho ela aceita perder, medido em tempo. São os dois números que transformam "temos backup" em um plano com prazo e custo definidos.
A conversa sobre continuidade costuma travar porque ninguém definiu o alvo. Perguntar "o backup é bom?" não tem resposta; perguntar "quanto tempo podemos ficar sem faturar, e quantas horas de lançamento podemos refazer?" tem, e ela vem do negócio, não da TI.
RTO define o tempo de volta. Se o alvo é quatro horas, a estrutura precisa permitir restaurar e validar dentro disso, incluindo o tempo de perceber a falha e de decidir acionar o plano.
RPO define a janela de perda. Backup diário à meia-noite significa RPO de até 24 horas: uma falha às 23h custa o dia inteiro de trabalho. Reduzir isso exige cópia mais frequente, e o custo sobe junto.
Os dois números não precisam ser iguais para tudo. O sistema que emite nota costuma ter alvo mais apertado que o repositório de documento antigo, e tratar tudo com o mesmo rigor encarece sem proteger mais o que importa.
Quando se aplica
- A empresa tem backup e ninguém sabe dizer em quanto tempo a operação voltaria.
- Existe exigência de cliente ou de seguro pedindo plano de continuidade.
- A operação depende de sistema próprio para faturar.
- O custo do backup atual está em discussão e falta critério para decidir.
Quando não se aplica
- Como exercício de papel. Alvo definido e nunca testado não vale como plano.
- Aplicando o mesmo rigor a tudo. Sem priorizar, o custo sobe sem reduzir o risco relevante.
Backup com teste de restauração e alvo de retomada definido por sistema.
Termos relacionados
Sem esses dois números, backup é despesa sem critério.
O diagnóstico ajuda a definir o alvo por sistema e mede quanto a estrutura atual entrega de verdade.
Agendar diagnóstico
