SD-WAN
SD-WAN é usar software para decidir, a cada momento, por qual link cada tipo de tráfego sai. Em vez de um link principal e outro parado esperando falha, todos trabalham, com prioridade definida por aplicação.
O modelo tradicional de link redundante é binário: o principal carrega tudo, o reserva fica ocioso, e a troca acontece quando o principal cai por completo. Isso deixa dois problemas em aberto. O reserva é caro e não produz nada, e a queda parcial, quando o link não cai mas degrada, não dispara troca nenhuma.
SD-WAN mede a qualidade de cada caminho continuamente e roteia por aplicação. A chamada de voz, que sofre com variação de atraso, sai pelo link mais estável. A transferência de arquivo grande, que só quer capacidade, vai por outro. Quando um caminho degrada, o tráfego sensível migra sem ninguém intervir.
O ganho aparece em operação com várias unidades, onde a alternativa é configurar cada ponta à mão e manter tudo coerente manualmente. Com política central, a regra é definida uma vez e aplicada em todos os endereços.
Não é solução para lentidão genérica. Se o gargalo é a aplicação, o servidor ou a capacidade contratada, distribuir melhor o tráfego não cria banda que não existe.
Quando se aplica
- A empresa tem mais de um endereço e precisa que todos funcionem da mesma forma.
- Existe link redundante contratado que nunca foi testado, e ninguém sabe se a troca funciona.
- Voz ou videoconferência degrada em horário de pico, sem que nada esteja tecnicamente fora do ar.
- Cada unidade foi configurada por alguém diferente, em momento diferente, e hoje ninguém tem o desenho completo.
Quando não se aplica
- A operação está em um endereço só, com um link. Ali o que resolve é redundância simples.
- O gargalo é a aplicação ou a capacidade contratada. Roteamento não cria banda.
- A expectativa é substituir firewall e política de segurança. São camadas diferentes.
Failover testado, prioridade por tipo de tráfego e política igual em todas as unidades.
Termos relacionados
Link redundante que nunca foi testado é custo, não redundância.
O diagnóstico levanta os links contratados, testa a troca de verdade e mostra o que degrada antes de cair.
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