Backup imutável
Backup imutável é a cópia de segurança que não pode ser alterada nem apagada durante o período de retenção definido, nem por quem tem senha de administrador. É o que sobra quando o atacante já tomou conta do ambiente.
O ataque de ransomware mudou de alvo. Antes de cifrar os servidores, o invasor procura o console de backup, apaga as cópias ou troca a política de retenção. Quando a empresa vai restaurar, descobre que a última cópia boa sumiu junto com a produção.
A imutabilidade responde a isso com uma trava que vale para todo mundo. Enquanto o prazo de retenção não vence, a cópia não é sobrescrita nem excluída, e isso inclui a conta de administrador. Se a credencial mais poderosa da empresa vazar, o backup continua lá.
O mal-entendido comum é tratar a palavra como garantia de recuperação. Imutável protege a cópia contra apagamento; não diz se ela está completa, se contém o banco certo, nem quanto tempo leva para voltar. Cópia gravada com o dado já corrompido também fica imutável.
O que decide é o teste. Backup que nunca foi restaurado em ambiente separado não conta como backup, conta como esperança. A rotina que funciona restaura periodicamente um sistema crítico, mede o tempo e compara com o alvo de retomada acordado com o negócio.
Quando se aplica
- O backup fica no mesmo domínio e com as mesmas credenciais da produção.
- A empresa depende de sistema próprio para faturar e não aguenta perder dias de trabalho.
- Seguradora ou cliente passou a perguntar como as cópias são protegidas contra ataque.
- Já houve incidente em que o backup foi afetado junto com os servidores.
Quando não se aplica
- Como substituto do teste de restauração. Cópia protegida e nunca restaurada continua sendo aposta.
- Com retenção definida sem critério. Prazo curto demais deixa o ataque silencioso contaminar todas as cópias.
- Para dado que pode ser recriado com facilidade, em que o custo de guardar não se paga.
Backup separado da produção, com retenção protegida e restauração testada em rotina.
Termos relacionados
A pergunta que importa é quando foi a última restauração bem-sucedida.
O diagnóstico verifica onde as cópias estão, quem consegue apagá-las e quanto tempo a restauração leva hoje.
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