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Glossário

BIA (análise de impacto no negócio)

BIA é a análise que mede o impacto de cada processo parado: quanto custa, quem é afetado e a partir de quando o dano fica grave. O resultado diz o que é crítico e quanto tempo cada processo aguenta fora, base para o plano de continuidade.

Toda empresa acha que sabe o que é crítico, e quase sempre erra em algum ponto. A BIA troca a opinião por pergunta estruturada, feita a quem opera: se este processo parar por uma hora, um dia, uma semana, o que deixa de acontecer, quanto se perde e quem reclama primeiro.

O impacto não é só financeiro. Multa contratual, obrigação fiscal com prazo, paciente sem atendimento e imagem com cliente grande entram na conta. Um processo que fatura pouco pode ser crítico porque trava outro que fatura muito.

Da BIA saem os números que a TI precisa: o tempo máximo de parada e a perda de dado aceitável por processo, que viram os alvos de recuperação de cada sistema. Sem ela, esses alvos são chutados, e a estrutura fica cara onde não precisa e frágil onde dói.

O ponto em que ela falha é o entrevistado errado. Se só a TI responde, a análise mede sistema, não negócio. Quem precisa estar na conversa é o dono de cada processo, com autoridade para dizer quanto a parada custa.

Quando se aplica

  • A empresa vai montar ou revisar o plano de continuidade.
  • Há discussão sobre quanto investir em backup e redundância, sem critério para decidir.
  • Auditoria, cliente ou seguradora pediu evidência de que os processos críticos foram identificados.
  • A operação mudou muito desde a última vez que alguém pensou em prioridade de recuperação.

Quando não se aplica

  • Feita só pela TI, sem os donos dos processos. Vira inventário de servidor.
  • Como fim em si. BIA que não vira alvo de recuperação nem plano é planilha arquivada.
  • Em operação muito pequena, em que o processo crítico é evidente e a análise formal não muda a decisão.
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Condução da análise com os donos de processo e tradução em alvos de recuperação.

Antes de proteger tudo, descubra o que a empresa não pode perder.

O diagnóstico levanta os processos que mais doem quando param e compara com o que a estrutura atual consegue recuperar.

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