CT-e (conhecimento de transporte eletrônico)
CT-e é o documento fiscal eletrônico que o transportador emite pela prestação do serviço de transporte de carga. Como a NF-e, é um XML autorizado pela Sefaz. O DACTE é a representação impressa que acompanha a carga.
A NF-e documenta a mercadoria; o CT-e documenta o frete. Quem emite é a transportadora, e o documento identifica remetente, destinatário, quem paga o frete, o valor da prestação e as notas das mercadorias transportadas. Uma carga pode ter várias notas num só conhecimento.
O mal-entendido comum, do lado de quem contrata o frete, é achar que o CT-e é assunto só da transportadora. O embarcador que paga o frete recebe esse documento e deveria conferir o valor cobrado contra a tabela negociada. Sem essa conferência, o frete pago a mais passa despercebido.
Do lado da transportadora, o gargalo é a digitação. A nota do cliente chega, alguém copia dado para o sistema de transporte, calcula o frete e emite. Com volume, isso vira fila no fim do dia e atrasa a saída do veículo. Há ainda o MDF-e, que agrupa os documentos da viagem, e ele depende de todos os conhecimentos estarem emitidos.
O que decide o resultado é o dado de origem. Quando o XML da NF-e entra direto no sistema de transporte, o conhecimento é emitido sem redigitação, e quando o CT-e volta ao embarcador de forma estruturada, a auditoria do frete deixa de ser amostragem.
Quando se aplica
- A transportadora digita dado da nota do cliente para emitir o conhecimento.
- A saída do veículo atrasa esperando a emissão dos documentos da viagem.
- O embarcador paga frete sem conferir o CT-e contra a tabela contratada.
- Os XML de conhecimento recebidos não estão guardados de forma organizada e consultável.
Quando não se aplica
- Transporte da própria mercadoria em veículo próprio, em que não há prestação de serviço de frete a terceiro.
- Emitir conhecimento sem revisar a regra de tributação do frete. Integração com regra errada multiplica o erro.
- Construir emissor próprio quando o sistema de transporte já emite bem. O ganho está na entrada do dado e na conferência.
XML da nota entrando direto na emissão do conhecimento e CT-e de volta ao embarcador para auditoria do frete.
Frete que ninguém confere é frete que alguém está pagando a mais.
O diagnóstico levanta como a nota chega à emissão do conhecimento, onde há redigitação e se o frete cobrado é conferido.
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