Sistema legado
Sistema legado não é o sistema antigo, é o que a empresa não consegue mudar com segurança: sem quem entenda, sem documentação, sem teste. Idade é sintoma; o problema é a impossibilidade de evoluir.
Sistema de vinte anos, bem documentado e com quem o mantenha, não é legado: é maduro. Sistema de cinco anos que ninguém entende, cuja alteração assusta, é legado mesmo sendo recente.
O que define é o risco de mexer. Quando qualquer mudança pode quebrar algo que ninguém consegue prever, a empresa congela o sistema, e a partir dali ele passa a limitar o negócio em vez de sustentá-lo.
A reforma tributária tornou isso urgente para muita gente: sistema que ninguém consegue alterar não tem como se adequar, e o prazo não negocia.
Existem três saídas, e a escolha depende de onde está o valor. Manter e cercar, mantendo o núcleo intocado e construindo por fora o que precisa evoluir. Substituir por produto de mercado, quando a regra da empresa não é particular. Ou reescrever, que é o mais caro e só se justifica quando a regra é o diferencial competitivo.
Quando se aplica
- Alterar o sistema exige uma pessoa específica, e ela é a única que entende.
- Não há teste automatizado, e cada mudança é seguida de conferência manual.
- O fornecedor sumiu, encerrou o produto ou não atende mais aquela versão.
- Uma exigência legal ou de cliente pede mudança que ninguém sabe fazer.
Quando não se aplica
- O sistema é antigo mas estável, documentado e com quem o mantenha. Reescrever destrói valor.
- Reescrever sem entender a regra atual. O conhecimento de negócio está no código, e ele se perde junto.
- Substituir sem mapear integração. As pontas com outros sistemas costumam custar mais que o núcleo.
Cercar, substituir ou reescrever, decidido pelo que sustenta o negócio.
A pergunta que classifica: o que acontece se alguém precisar alterar isso amanhã?
O diagnóstico levanta o risco de mexer, as integrações envolvidas e qual das três saídas custa menos no seu caso.
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