Site que não converte: o problema raramente é o design
A empresa refez o site. Ficou mais bonito, mais moderno, e o número de contatos continuou o mesmo.
A conclusão comum é que precisa de mais tráfego. Às vezes precisa. Mas antes vale checar quatro coisas que costumam explicar o resultado sem envolver verba de mídia.
1. A página demora a aparecer no celular
A maior parte do acesso vem de telefone, muitas vezes em rede instável. Site pesado não converte pior por uma questão estética: converte pior porque parte das pessoas sai antes de ver qualquer coisa.
O teste é direto: abra o site no seu celular, em rede móvel, e conte os segundos até o texto principal aparecer. Se passou de três, esse é o primeiro problema.
2. A página não diz o que a empresa faz
Hero com frase genérica sobre transformação e inovação obriga o visitante a caçar a informação. Quem chegou por busca tem uma pergunta específica, e se ela não é respondida na primeira tela, ele volta.
O teste: mostre a página inicial para alguém de fora por cinco segundos e pergunte o que a empresa vende. A resposta diz mais que qualquer relatório.
3. O caminho até o contato tem atrito
Formulário com onze campos obrigatórios, telefone exigido logo de cara, botão que abre uma página nova que demora a carregar.
Cada campo a mais reduz o envio. A pergunta útil para cada um é: isso é necessário para dar o primeiro retorno, ou é conveniência interna que pode ser perguntada depois?
4. A página não existe para quem busca
Site institucional com cinco páginas genéricas não aparece para quem procura um problema específico. Quem busca “firewall gerenciado” não chega numa página chamada “Soluções”.
É aqui que estrutura de conteúdo importa mais que design: uma página por problema real, com a linguagem que a pessoa usa, ligada ao resto do site.
Sobre portal e área logada
Quando a necessidade passa de apresentar para operar, com login, perfil de acesso e dado por cliente, o projeto muda de natureza. Deixa de ser site e passa a ser sistema, com as exigências de software sob medida: regra de negócio, integração e sustentação.
Misturar os dois orçamentos é o que produz projeto que atrasa.
Por onde começar
Pelos números que já existem. Quantas visitas, de onde vêm, onde saem, quantas chegam ao formulário e quantas o concluem. Sem isso, refazer o site é troca de aposta.
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