MES (sistema de execução da manufatura)
MES é o sistema que acompanha a produção enquanto ela acontece: qual ordem está em qual máquina, quanto foi produzido, quanto foi refugado, quanto tempo a linha ficou parada e por quê. Liga o plano do ERP ao que ocorre no chão de fábrica.
O ERP trabalha com ordem de produção, estrutura de produto e consumo de material, em geral apontados no fim do turno ou do dia. O chão de fábrica trabalha em minutos: a máquina para, o operador troca a ferramenta, o lote sai fora de especificação. Entre um e outro existe uma lacuna, e é nela que o MES opera.
Sem MES, essa lacuna é preenchida por apontamento em papel, planilha do supervisor e memória. O resultado aparece no ERP dias depois, agregado e sem a causa. A empresa sabe que produziu menos que o planejado, mas não sabe se foi parada, lentidão ou refugo, nem em qual máquina.
O erro mais caro é tratar MES como projeto de coleta automática de tudo. Conectar cada máquina custa caro, e parte do parque antigo nem oferece interface. Muitas fábricas ganham mais começando pelo apontamento bem feito na linha, com motivo de parada padronizado, e automatizando a coleta só onde o volume justifica.
O que decide o resultado é a lista de motivos de parada e refugo, a disciplina de apontar na hora e a volta da informação para quem pode agir: o supervisor precisa ver a parada enquanto ela acontece, não no relatório da semana seguinte.
Quando se aplica
- O plano de produção sai do ERP, e o que se sabe do realizado vem de papel digitado no dia seguinte.
- A fábrica perde capacidade e ninguém sabe dizer se é parada, velocidade abaixo do padrão ou refugo.
- Cliente ou regulação exige saber qual lote de insumo foi usado em qual ordem, em qual máquina e em qual turno.
- O supervisor descobre o problema da linha pelo telefone, não por uma tela.
Quando não se aplica
- A produção é artesanal ou por projeto único, sem repetição que permita padrão de tempo e de parada.
- O cadastro de roteiro, estrutura de produto e máquina no ERP está errado. O MES vai medir contra uma referência falsa.
- A expectativa é conectar o parque inteiro de uma vez. Começar pelo gargalo e pelo apontamento manual bem feito dá retorno mais cedo.
A ponte entre ERP e chão de fábrica: apontamento na linha, coleta de máquina onde compensa e volta do realizado ao ERP.
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O diagnóstico levanta como o realizado chega hoje ao ERP, onde a informação se perde e qual linha dá o retorno mais rápido para começar.
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