O sistema de gestão hospitalar cuida do paciente. A guia pendente, a glosa e o material consignado ficam numa planilha do faturamento.
Construímos as aplicações que faltam em volta do sistema clínico de hospitais, laboratórios e redes: controle de autorização e glosa, rastreio de material de alto custo, visão consolidada entre unidades e portais para quem contrata o serviço, sem mexer no núcleo que atende o paciente.
O que aparece fora do consultório
O atendimento está informatizado. A parte administrativa que paga por ele ainda roda à mão.
Hospital, laboratório e centro de diagnóstico compraram um sistema clínico robusto, e ele faz bem o que promete. O que sobra é a regra própria de cada casa: a exigência de cada convênio, o acordo com cada fornecedor, a forma de consolidar a rede.
Cada operadora exige um conjunto diferente de documentos para autorizar o procedimento, e a equipe mantém essa lista de cabeça ou num arquivo que só uma pessoa atualiza.
A glosa chega semanas depois do atendimento, o motivo fica num demonstrativo em PDF e o recurso depende de alguém lembrar o prazo e juntar a documentação do zero.
O material consignado entra no centro cirúrgico, é usado e precisa ser reposto e faturado, mas o caminho entre uso, reposição e cobrança passa por três setores e duas planilhas.
Numa rede com unidades que usam sistemas diferentes, o número da diretoria é montado copiando relatórios de cada uma, e cada unidade calcula o indicador do seu jeito.
O que construímos para hospitais, laboratórios e redes
Aplicações que partem da regra da operação e trocam dados com o sistema clínico e o financeiro que já estão em uso.
Controle de autorizações por operadora
Uma aplicação que conhece a exigência de cada convênio: quais documentos pedir, qual prazo respeitar, quem responde pela pendência. A equipe vê o que está parado e por quê, antes que o paciente chegue sem a guia liberada.
Gestão de glosas e recursos
Cada glosa registrada com motivo, valor, conta de origem e prazo de recurso. O histórico mostra quais motivos se repetem por operadora e por setor, e o recurso nasce com a documentação já reunida.
Rastreio de materiais consignados e de alto custo
Do recebimento do fornecedor ao uso no paciente e à cobrança, cada item fica vinculado ao lote, ao procedimento e à conta. A reposição e o faturamento deixam de depender de conferência manual entre almoxarifado, centro cirúrgico e faturamento.
Camada de dados para redes com várias unidades
Quando cada unidade opera um sistema diferente, construímos a camada que lê de todos, aplica a mesma regra de cálculo e entrega à diretoria um indicador que significa a mesma coisa em qualquer endereço da rede.
Portais para empresas e parceiros
Na saúde ocupacional e no laboratório que atende outras empresas, um portal próprio deixa o cliente acompanhar solicitações, baixar documentos e ver pendências, com acesso restrito ao que é dele e sem ligação para a central.
Integração entre sistema clínico, laboratório e ERP
Quando o sistema de gestão hospitalar, o sistema do laboratório e o ERP não trocam o dado de que o administrativo precisa, construímos a ponte em volta deles. O núcleo clínico continua sendo o registro oficial do atendimento.
Onde esta frente termina
Não é prontuário eletrônico nem sistema de gestão hospitalar. É o software da regra que eles não cobrem.
Software sob medida (esta página)
- A operação tem uma regra de autorização, glosa, consignado ou consolidação que nenhum produto de mercado respeita.
- Falta um lugar para registrar e acompanhar esse processo, e o sistema clínico não é o lugar certo.
- A integração precisa ser construída porque os sistemas em uso não a oferecem pronta.
- A instituição recebe fonte e documentação e decide sozinha o que muda na aplicação.
Automação de processos para saúde
- Os sistemas já existem e o gargalo é gente copiando dado de um portal de operadora para outro.
- O trabalho repetido está no faturamento, na conferência ou no envio de documentos.
- A resposta é conectar o que já roda, sem tela nova para a equipe aprender.
Prontuário, prescrição e decisão clínica ficam no sistema que a instituição escolheu para isso. O que construímos cuida do administrativo e da gestão em volta dele, e só lê do núcleo clínico o que o processo precisa.
Quando faz sentido conversar
Construir compensa quando a regra administrativa da instituição é complexa demais para planilha e específica demais para produto pronto.
Se um módulo do sistema atual ou um produto de mercado resolve bem, o diagnóstico recomenda esse caminho. O sistema próprio se justifica quando a alternativa é continuar dependendo de quem guarda a regra na memória.
O índice de glosa é discutido todo mês, mas ninguém consegue dizer quais motivos mais se repetem.
A autorização de procedimento depende de uma pessoa que conhece a exigência de cada convênio.
O material consignado usado nem sempre chega à conta do paciente.
A rede cresceu por aquisição e cada unidade trouxe um sistema e um jeito de medir.
O fornecedor do sistema clínico tem uma fila de pedidos que não anda no ritmo da operação.
Como conduzimos o projeto numa instituição de saúde
O primeiro recorte é um processo administrativo com dono e medida, validado com quem opera antes de chegar a outras áreas.
ETAPA 01
Imersão
Acompanhamos o faturamento, a central de autorizações e o almoxarifado, e reunimos as planilhas paralelas de cada setor, porque é nelas que a regra não escrita da instituição aparece.
ETAPA 02
Engenharia
Definimos o que a aplicação registra, o que lê do sistema clínico e do ERP, quem pode ver cada dado de paciente e qual recorte entra primeiro, com o que fica de fora dito por escrito.
ETAPA 03
Construção
Entregamos em ciclos curtos, com a equipe de faturamento ou de autorização usando cada versão, e com perfil de acesso e registro de consulta montados desde a primeira tela.
ETAPA 04
Homologação
A aplicação roda ao lado do controle atual até os números de pendência, glosa ou consumo baterem. Só então a planilha paralela sai de cena e o próximo processo entra.
ETAPA 05
Gestão e Sustentação
Acompanhamos mês a mês: convênio novo, mudança de exigência, unidade adquirida, nova integração. A correção é priorizada junto com a instituição, e não pela fila de um fornecedor.
O que muda quando a regra sai da memória
Glosa tratada como processo
Com motivo, prazo e histórico no mesmo lugar, o recurso deixa de ser urgência e o motivo recorrente passa a ter correção na origem.
Rede que se compara
Unidades com sistemas diferentes passam a ser medidas pela mesma régua, e a diretoria discute resultado e não metodologia.
Dado de paciente com acesso controlado
Cada aplicação nasce com perfil de acesso e registro de consulta, porque dado referente à saúde é sensível e a proteção entra no desenho, e não depois.
Dúvidas mais comuns
O que a diretoria e o TI perguntam antes do primeiro recorte
“Vamos precisar trocar o sistema de gestão hospitalar?”
Não. Ele segue como registro oficial do atendimento. A aplicação sob medida ocupa o espaço administrativo que ele deixa aberto e conversa com ele pelos meios que o fornecedor disponibiliza.
“E o dado do paciente, como fica?”
Dado referente à saúde é dado pessoal sensível na Lei nº 13.709/2018, que pede medida de segurança desde a concepção do sistema. Por isso a aplicação lê só o dado necessário ao processo, com perfil de acesso e registro de quem consultou o quê.
“Vocês fazem prontuário eletrônico?”
Não. Prontuário e registro clínico são o papel do sistema que a instituição já escolheu. Nosso trabalho é o administrativo e a gestão em volta dele.
“O sistema clínico não abre integração. Tem saída?”
Depende do que ele oferece: exportação, base de consulta, arquivo padronizado. A engenharia levanta o meio disponível, e quando não há nenhum isso é dito antes de qualquer proposta.
“Por onde começar se tudo parece urgente?”
Pelo processo em que o dinheiro se perde de forma mais visível, quase sempre glosa ou material não cobrado. O diagnóstico ordena os candidatos com a equipe.
“De quem é o sistema no fim?”
Da instituição, com fonte e documentação entregues. Manter a sustentação conosco é uma opção do contrato; a aplicação não depende disso para seguir funcionando.
Outras frentes neste setor
Tecnologia para saúde
Onde a tecnologia ajuda hospitais, laboratórios e redes além do sistema clínico: aplicação própria, automação do administrativo e segurança do dado de paciente.
Automação de processos em hospitais e laboratórios
Robôs e integrações para o administrativo da saúde: autorização em portal de operadora, conferência de demonstrativo, lote de faturamento e cadastro entre sistemas.
Segurança da informação para hospitais e laboratórios
Operação contínua de segurança para hospitais, laboratórios e redes: acesso ao dado de paciente, rede de equipamentos, detecção com parceiro e preparo para auditoria.
Esta frente em outros setores
Software para seguradoras e fintechs
Sistemas sob medida para a regra que o sistema central não cobre: subscrição, sinistro, esteira de crédito, portal do parceiro e trilha de cada decisão.
Software sob medida para varejo
Sistemas sob medida para varejo e e-commerce: estoque único entre canais, tratamento de exceções de pedido e regras comerciais próprias, integrados ao ERP.
Software sob medida para agronegócio
Sistemas sob medida para cooperativas, armazéns e agroindústrias: recebimento de carga, rastreabilidade de lote e controle de qualidade que o ERP não cobre.
Software sob medida para construtoras
Medição de terceiros, diário de obra, requisição e aprovação de compras construídos para a rotina da construtora, ligando canteiro, escritório e ERP.
Software sob medida para escritório de contabilidade e BPO financeiro
Sistema sob medida para escritório contábil e BPO financeiro: portal do cliente, controle de obrigações por carteira e integrações que o sistema contábil não entrega.
Software sob medida para distribuidoras
Portal de pedidos B2B, regra de preço por cliente, liberação de crédito e integração com o ERP construídos para a distribuidora que cresceu mais que o sistema.
Fontes citadas
- Lei nº 13.709/2018 (LGPD): Dado referente à saúde é dado pessoal sensível (art. 5º, II), com hipóteses de tratamento restritas (art. 11). Os agentes de tratamento devem adotar medidas de segurança técnicas e administrativas desde a concepção do produto ou serviço (art. 46) e comunicar à autoridade nacional e ao titular o incidente que possa acarretar risco ou dano relevante (art. 48).
Próximo passo
Se a planilha do faturamento sabe mais sobre a operação do que o sistema, ela está desenhando o software que falta.
O diagnóstico acompanha o processo administrativo que mais perde dinheiro ou tempo e devolve o recorte da primeira aplicação, com o que ela registra, de onde lê e quem pode acessar cada dado.
- Mapa do caminho entre atendimento, autorização, conta e recebimento
- Planilhas paralelas levantadas, com a regra que cada uma guarda
- Recorte da primeira entrega e perfil de acesso ao dado de paciente

